É normal
querermos que os outros saibam de nossas conquistas pessoais e de nossos
queridos, uma vez que, da mesma forma que a tristeza, a alegria costuma ficar
estampada em nossos semblantes. Existem momentos tão intensamente felizes na
nossa vida, que mal cabemos em nós de tanto contentamento e acabamos querendo
contar e espalhar o quanto estamos felizes.
Entretanto,
sempre estaremos rodeados por pessoas invejosas, maldosas e que não suportam
ver alguém feliz, pois a felicidade lhes é tão estranha, que não são capazes de
entendê-la, a ponto de fazer de tudo para destruí-la. Não devemos temer a
maldade alheia, no sentido de que ninguém é capaz de fazer conosco aquilo a que
não estivermos vulneráveis. Cautela, porém, é preciso, a fim de que não
tenhamos que enfrentar o pior dos outros em nossa jornada.
Por mais que
estejamos seguros e certos quanto às nossas convicções, existirão pessoas que
tentarão nos diminuir por meio de provocações constantes e de maledicências
espalhadas ao nosso redor. Incapazes de torcerem pelo sucesso de ninguém - nem
de si mesmas -, não se permitirão conviver com as conquistas alheias sem que
tentem trazer o outro ao nível da própria escuridão emocional, muitas vezes
utilizando-se de meios antiéticos e covardes.
Muitas
vezes, é inevitável disseminarmos pelas redes sociais o contentamento pelas
nossas viagens, nossas conquistas amorosas e profissionais, pelo sucesso de
nossos filhos, inclusive seria muito chato apenas postarmos lamúrias, indiretas
venenosas e lamentações em nossos perfis - existem ótimos psicólogos para isso.
No entanto, é necessário saber que muitos verão tudo isso como ostentação
inútil, excesso de vaidade, ego inflado, ou seja, estaremos sujeitos a
comentários desagradáveis sobre nós, muitos deles pelas nossas costas.
Sempre
existirá quem torcerá por nossa felicidade, quem caminhará conosco sob sol ou
tempestade, quem nos amará verdadeiramente, quem, enfim, será capaz de
compartilhar nossas vidas com reciprocidade sincera, porém, serão bem poucos
capazes disso. Por isso, uma de nossas maiores conquistas será exatamente poder
contar com pelo menos alguns poucos que nos admirem realmente, sem qualquer
ranço de negatividade. A esses, sim, poderemos nos desnudar inteiramente, em
nossa grandeza e em nossa pequenez mais inconfessável. Quanto aos demais,
repete-se, cautela.
Não
precisaremos estampar nossa felicidade nas vitrines sociais e virtuais, para
que ela se complete. Aqueles que sempre estiveram conosco, bem de perto, ali ao
lado, compartilhando verdades, lerão a felicidade em nossos olhos e comemorarão
de mãos dadas conosco cada conquista, cada degrau superado, e é por eles que
sempre valerá a pena sobreviver com ética e dignidade a cada batalha de nosso
caminhar.
texto retirado: http://obviousmag.org/pensando_nessa_gente_da_vida/2016/aquilo-que-ninguem-sabe-ninguem-estraga.html#ixzz53FX9EmnI
Olá pessoal tudo bem com vocês ??? Espero que sim
Vim compartilhar um pequeno texto que nos faz refletir sobre o impacto que a tecnologia e as redes sociais tem causado em nossa sociedade
É alarmante saber que vivemos em um mundo em que os relacionamentos se tornaram virtuais e que muitos tem esfriado o seu amor um para com o outro devido a essa modernidade virtual.
Segue o texto, espero que gostem
Nossa sociedade se modernizou e com
ela, a nossa comunicação. O impacto da era virtual nas nossas relações é, de
fato, assunto que ainda precisa ser muito analisado. Só que as coisas acontecem
muito rápido e precisamos aprendê-las por conta própria. Não há quem nos ensine
como se relacionar virtualmente, pois a cada dia há mais uma novidade.
A verdade é que nossos relacionamentos
se tornaram extremamente online. Existe uma nova linguagem e formas de
interagir e, se não me engano, estamos todos muito confusos. A comunicação
textual abre precedentes para diversas interpretações, as mensagens visualizadas
e sem resposta são a nova forma de rejeição e o verbo "curtir" ganhou
conotação bem diferente de sua raíz etimológica.
Em tempos de "likes" e
"views", as pessoas passaram a interagir por botões, por um simples
"touch" na tela. Ninguém mais troca telefone, trocam-se redes
sociais. Precisamos ver a forma que o outro se apresenta e todo seu
investimento em marketing pessoal, para de fato, curti-lo. Quem aqui nunca
ficou feliz com a curtida de alguém, que se manifeste. Quem não interpretou as
constantes visualizações como um interesse do outro? Só que alguém já parou
para se perguntar qual é o valor do like na sua foto? Por que interpretamos
essa interação como uma forma de atenção? Como uma forma de presença, só que
uma presença tão ausente, que em nada nos nutre.
Acho muito importante olharmos para
isso. Essa necessidade da validação do outro em relação a nós, essa
popularidade virtual de gente que nem se conhece (as trocas de likes ainda me
perturbam) e principalmente, achar que as curtidas de quem gostamos são o
suficiente para nos fazer feliz. Desde quando passamos a nos contentar com tão
pouco?
O nosso valor, aquilo que pensamos de
nós, não pode ser pautado por uma ferramenta virtual. A interação com os outros
precisa ser muito mais próxima do que temos feito. De nada adianta aparecer uma
curtida em em cada uma das suas fotos e a pessoa não aparecer na sua vida. É
básico, simples assim. Adaptando então o ditado: em terra de likes, quem vê o
outro, é rei.
Texto: Stéphanie Waknin
Durante a
nossa vida causamos transtornos na vida de muitas pessoas, porque somos
imperfeitos. Nas esquinas da vida, pronunciamos palavras inadequadas, falamos
sem necessidade, incomodamos. Nas relações mais próximas, agredimos sem
intenção ou intencionalmente. Mas agredimos. Não respeitamos o tempo do outro,
a história do outro. Parece que o mundo gira em torno dos nossos desejos e o
outro é apenas um detalhe. E, assim, vamos causando transtornos. Esses tantos
transtornos mostram que não estamos prontos, mas em construção. Tijolo a
tijolo, o templo da nossa história vai ganhando forma. O outro também está em
construção e também causa transtornos. E, às vezes, um tijolo cai e nos
machuca. Outras vezes, é o cal ou o cimento que suja nosso rosto. E quando não é
um, é outro. E o tempo todo nós temos que nos limpar e cuidar das feridas,
assim como os outros que convivem conosco também têm de fazer. Os erros dos
outros, os meus erros. Os meus erros, os erros dos outros. Esta é uma conclusão
essencial: todas as pessoas erram. A partir dessa conclusão, chegamos a uma
necessidade humana e cristã: o perdão. Perdoar é cuidar das feridas e
sujeiras. É compreender que os transtornos são muitas vezes involuntários. Que
os erros dos outros são semelhantes aos meus erros e que, como caminhantes de
uma jornada, é preciso olhar adiante. Se nos preocupamos com o que passou, com
a poeira, com o tijolo caído, o horizonte deixará de ser contemplado. E será um
desperdício. O convite que faço é que você experimente a beleza do perdão. É um
banho na alma! Deixa leve! Se eu errei, se eu o magoei, se eu o julguei mal,
desculpe-me por todos esses transtornos…
Estou em
construção!
Gabriel
Chalita
Podemos
acreditar que tudo que a vida nos oferecerá no futuro é repetir o que fizemos
ontem e hoje. Mas, se prestarmos atenção, vamos nos dar conta de que nenhum dia
é igual a outro. Cada manhã traz uma benção escondida; uma benção que só serve
para esse dia e que não se pode guardar nem desaproveitar.
Se não
usamos este milagre hoje, ele vai se perder.
Este milagre
está nos detalhes do cotidiano; é preciso viver cada minuto porque ali
encontramos a saída de nossas confusões, a alegria de nossos bons momentos, a
pista correta para a decisão que tomaremos.
Nunca
podemos deixar que cada dia pareça igual ao anterior porque todos os dias são
diferentes, porque estamos em constante processo de mudança.
“Quanto mais tempo eu
vivo, mas eu me dou conta do impacto da atitude na vida. Atitude, para mim, é
mais importante que fatos. Ela é mais importante do que o passado, do que a
educação, do que o dinheiro, do que as circunstâncias, do que o fracasso, do que
os outros pensam, dizem ou fazem. É mais importante do que a aparência, dom ou
habilidade. Ela fará prosperar ou ruir uma empresa... uma igreja... uma casa. O
extraordinário é que todos os dias temos a chance de escolher como vamos
encarar aquele dia. Nós não podemos mudar nosso passado... não podemos mudar o
fato de que as pessoas agirão de determinada maneira. Nós não podemos mudar o
inevitável. A única coisa que podemos fazer é continuar no único caminho que
temos; esta é nossa atitude.Estou convencido que a vida é 10% o que acontece comigo e 90% como
eu reajo a isso. E assim é com você... estamos no comando das nossas
atitudes.”
Charles Swindoll
Charles Swindoll
“Eu alcancei o
pináculo do sucesso no mundo dos negócios.
Nos olhos dos outros, minha vida é uma
personificação do sucesso.
Porém, além do trabalho, tenho pouca alegria. No final, a riqueza é apenas um
fato da vida que eu estou acostumado.
Neste momento, deitado na cama, doente e lembrando
toda a minha vida, eu percebo que todos os reconhecimentos e a riqueza que tive
muito orgulho em ter empalideceu e tornou-se insignificantes diante da morte
iminente.
Na escuridão, eu olho para as luzes verdes da vida
apoiando máquinas e ouço os sons de zumbidos mecânicos. Posso sentir o sopro de
Deus da morte se aproximando...
Agora eu sei, quando nós acumulamos riqueza
suficiente para nossa vida, devemos buscar outras questões que não estão
relacionados com a riqueza...
Deve ser algo que é mais importante:
Talvez relacionamentos, talvez a arte, talvez um
sonho de juventude...
Prosseguir sem parar em busca de riqueza apenas
transformará uma pessoa em um ser torcido igual a mim.
Deus nos deu os sentidos para sentirmos o amor nos
corações de todos, não as ilusões provocadas pela riqueza.
A riqueza que eu ganhei na minha vida, não posso
trazer comigo.
O que posso levar são só as recordações
precipitadas pelo amor.
Essas são as verdadeiras riquezas que irão
segui-lo, acompanhá-lo, dando-lhe força e luz para continuar.
O amor pode viajar mil milhas. A vida não tem
limites. Vá para onde você quer ir. Chegue a altura que você deseja alcançar.
Tudo está no seu coração e em suas mãos.
Qual é a cama mais cara do mundo? -"A cama de
um doente"...
Você pode empregar alguém para dirigir o carro para
você, fazer dinheiro para você, mas você não pode ter alguém para suportar a
doença para você.
Coisas materiais perdidas podem ser encontradas.
Mas há uma coisa que nunca pode ser encontrada quando é perdida – " A
Vida".
Quando uma pessoa vai para a sala de cirurgia, ela
percebe que existe um livro que ele ainda tem que terminar de ler -"O
Livro da Vida Saudável".
Qualquer que seja o estágio da vida estamos no
agora. Com o tempo, vamos enfrentar o dia em que a cortina cai.
Tesouros de amor para sua família, amor para seu
esposo, para seus amigos...
Tratem-se bem. Respeite e ame os outros.”
Steve Jobs

Deixei a natureza
transformar-me com todas suas leis
Tive o prazer de sentir um bebê no meu
ventre
Chorei na maternidade, troquei fralda, passei
noites acordada, desfrutei a
sensação de amamentar, ensinei a comer, ensinei a andar, chorei no primeiro dia
de escolinha
Talvez tenha deixado algumas pessoas de lado,
Talvez não tivesse tempo para dar atenção para as
amigas
Pode ser que me relaxei um pouco com minha aparência
Ou quem sabe não tive nem tempo para pensar nisso
Pode ser que deixei alguns projetos pela metade Ou
talvez porque não conciliava com meu horário familiar
Momento algum joguei nada
para o alto
Na verdade segurei com as duas mãos tudo o que vi cair
do céu
Porém permiti a mão de Deus me tocar
Para ser uma verdadeira Mãe.
(autor desconhecido)

Olá lindooonassssssss, tudo bem ?
Sempre gosto de postar textos inspiradores e de reflexões, e passando por um blog que eu gosto muito Passarinhos no Telhado eu encontrei o texto a seguir
Espero que gostem d
Quando alguém se ocupa com afinco em fiscalizar os passos alheios, é porque talvez seja covarde o bastante para cuidar dos próprios.
É assustador olhar dentro do próprio olho, incômodo demais vasculhar os cantinhos da própria vida...
Poucos aguentam o tranco de levantar o próprio tapete pra juntar o lixo acumulado embaixo.
É fácil e cômodo então se pendurar no parapeito da janela alheia...
Vida dos outros é como vício em novela, enquanto ficamos na fissura do enredo do outro, o nosso, que se dane!
Faz pena. Mas é isso mesmo.
Por trás dessa pessoa que sabe tanto da vida de todo mundo, há alguém que absolutamente nada sabe, sobre que rumo dar à sua própria.
Raiva de gente assim?
Rancor, desprezo, abuso?
Compaixão, isso sim deveria sentir! E muita oração...
Gente assim, em relação à evolução, está na total contramão.
Pois que Deus tome conta.
E os libertem para viverem suas próprias vidas...
Enfim!
Gi Stadnicki

Muitas vezes os ventos que nos chegam são ocasionadas pela inquietação do nosso coração, pelos medos e dúvidas que rodeiam nossa mente... porque tudo tem que estar bem para ser bem, o coração inquieto não trás esperança, a alma medrosa não trás confiança e as dúvidas não geram fé.
É preciso ser mais forte que os ventos para que eles não nos derrubem, para que quando eles chegarem possamos estar firmes na rocha.
Quando confiamos e entregamos tudo a Deus, tudo muda, o que for para ser será e até os ventos antes contrários passam a soprar ao nosso favor.
__Yla Fernandes__
É preciso ser mais forte que os ventos para que eles não nos derrubem, para que quando eles chegarem possamos estar firmes na rocha.
Quando confiamos e entregamos tudo a Deus, tudo muda, o que for para ser será e até os ventos antes contrários passam a soprar ao nosso favor.
__Yla Fernandes__
O título desse texto na verdade não é meu, e sim de um poema do uruguaio Mario Benedetti. No original, chama-se "Alegría de la tristeza" e está no livro "La vida ese paréntesis" que, até onde sei, permanece inédito no Brasil.
O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.
Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir.
Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.
Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.
Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.
Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada.
O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.
Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir.
Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.
Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.
Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.
Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada.
Martha Medeiros
Simples. Rápido. E quanta força. Imediatamente me veio a cabeça situações em que o silêncio me disse verdades terríveis, pois você sabe, o silêncio não é dado a amenidades.
Um telefone mudo. Um e-mail que não chega. Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca. Silêncios que falam sobre desinteresse, esquecimento, recusas. Quantas coisas são ditas na quietude, depois de uma discussão. O perdão não vem, nem um beijo, nem uma gargalhada para acabar com o clima de tensão. Só ele permanece imutável, o silêncio, a ante-sala do fim.
É mil vezes preferível uma voz que diga coisas que a gente não quer ouvir, pois ao menos as palavras que são ditas indicam uma tentativa de entendimento. Cordas vocais em funcionamento articulam argumentos, expõem suas queixas, jogam limpo. Já o silêncio arquiteta planos que não são compartilhados. Quando nada é dito, nada fica combinado.
Quantas vezes, numa discussão histérica, ouvimos um dos dois gritar: "diz alguma coisa, diz que não me ama mais, mas não fica aí parado me olhando". É o silêncio de um mandando más notícias para o desespero do outro.
É claro que há muitas situações em que o silêncio é bem-vindo. Para um cara que trabalha com uma britadeira na rua, o silêncio é um bálsamo. Para a professora de uma creche, o silêncio é um presente. Para os seguranças dos shows do Sepultura, o silêncio é uma megasena. Mesmo no amor, quando a relação é sólida e madura, o silêncio a dois não incomoda, pois é o silêncio da paz. O único silêncio que perturba é aquele que fala. E fala alto. É quando ninguém bate a nossa porta, não há recados na secretária eletrônica e mesmo assim você entende a mensagem.
Martha Medeiros












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